Módulo 5 · Aula 5

Campanha

O nível do objetivo. É aqui que você diz pra Meta o que quer, e ela vai atrás. Escolheu certo, ela trabalha pra você. Escolheu errado, queima seu dinheiro.

brunojusttino · Tráfego Pago

Relembrando a estrutura

Onde a campanha mora

Toda conta de anúncios tem três andares, e cada um decide uma coisa. A campanha é o andar de cima, o nível do objetivo:

Andar 1 · você está aqui
Campanha
Decide o OBJETIVO: o que você quer que aconteça (vendas, leads, tráfego...).
Andar 2 · próximo módulo
Conjunto de anúncios
Decide o PÚBLICO, o posicionamento e (às vezes) o orçamento.
Andar 3
Anúncio
Decide o CRIATIVO: a imagem, o vídeo e o texto que a pessoa vê.

Guarda essa imagem na cabeça. Tem gente que mistura tudo e depois não entende por que a campanha não anda. Cada andar tem a sua função, e hoje a gente domina o de cima.

A decisão mais importante

O objetivo é o volante

Quando você cria uma campanha, a primeira coisa que a Meta pergunta é: o que você quer? Essa resposta é o objetivo. E ela não é uma formalidade: o objetivo diz pro algoritmo que tipo de pessoa caçar e que ação otimizar.

Pediu cliques? A Meta vai atrás de quem clica. Pediu vendas? Ela vai atrás de quem compra. São pessoas diferentes, mesmo dentro do mesmo público.

O objetivo é o volante da campanha
Escolheu o destino errado, não adianta o carro ser bom.

Lembra da armadilha do módulo passado, "designer que engaja com designer chama designer"? O objetivo errado é a mesma coisa, mas pior, porque é você mesmo dizendo pra Meta buscar a pessoa errada. Escolhe Engajamento esperando venda e ela te traz gente que curte e comenta, não que compra. É o erro mais caro e mais comum do tráfego.

⚠️

Regra de ouro que a própria Meta reforça: nunca use "Tráfego" esperando vendas. Você vai pagar por cliques de gente sem nenhuma intenção de comprar, e ainda vai achar que "tráfego não funciona". Funciona, só que pro que ele foi feito.

Função por função

Os 6 objetivos, destrinchados

Quando você cria uma campanha, essa é a primeira tela: escolher o tipo de compra (Leilão) e um dos 6 objetivos. Vou explicar cada um, o que ele otimiza e quando usar. Repara que eles seguem o funil, do topo (frio) ao fundo (quente):

Tela de escolha do objetivo da campanha

A tela de criação: tipo de compra no topo e os 6 objetivos pra você escolher. Passe o mouse em cada um no Gerenciador pra ver a descrição da Meta.

Reconhecimentotopo

Mostra seu anúncio pro máximo de gente possível, otimizando por alcance e memória de marca. Não busca clique nem venda, só fazer você ser visto e lembrado.

Quando usar: marca grande querendo ser lembrada, evento, presença. Pra quem vende serviço e começou agora, raramente é o melhor.

Tráfegotopo

Leva gente pra um destino (site, perfil, WhatsApp), otimizando por CLIQUE. A Meta acha quem clica, e clique não é cliente.

Quando usar: levar pra um conteúdo, um blog, iniciar conversa no WhatsApp. Nunca esperando venda direta.

Engajamentotopo/meio

Busca curtidas, comentários, compartilhamentos, mensagens e visualizações de vídeo. Otimiza por quem INTERAGE.

Quando usar: aquecer público, ganhar prova social, gerar mensagens. Lembra: atrai quem engaja, que nem sempre é quem compra.

Cadastros (Leads)fundo

Captura o contato da pessoa: por um formulário nativo (instantâneo, dentro da Meta) ou no seu site. Otimiza por quem vira LEAD.

Quando usar: o queridinho de quem vende serviço. A maioria de vocês vai querer esse. Designer, advogado, dentista, consultor: lead é o seu jogo.

Promoção do appnicho

Otimiza por instalações e ações dentro de um aplicativo.

Quando usar: só se você tem um app pra promover. Se não tem, pode pular tranquilo.

Vendasfundo

Otimiza por CONVERSÃO: compra no site, venda no catálogo ou conversa que vende. A Meta caça quem tem cara de comprador de verdade.

Quando usar: e-commerce, produto digital, e serviço com checkout ou conversa de venda trackeada. Precisa de trackeamento bom (lembra do módulo 3?), senão a Meta fica cega.

Fonte oficial dos objetivos: Central de Ajuda da Meta.

A escolha na prática

Qual objetivo escolher (e o erro clássico)

Pra quem vende serviço (a maioria de vocês), a vida se resume a dois objetivos:

💬

E cadê o objetivo de "WhatsApp"? Não existe, e isso confunde meio mundo. O WhatsApp não é um objetivo, é um destino (a Meta chama de "local de conversão: aplicativos de mensagens"). Você escolhe ele lá no conjunto de anúncios (próximo módulo), não aqui. Na campanha você escolhe o objetivo (pra cair no WhatsApp, geralmente Engajamento, Vendas ou Leads) e no conjunto aponta o destino pro WhatsApp. E pra maioria de vocês que vende serviço, é esse o caminho: o anúncio com o botão "Enviar mensagem" que cai direto na sua conversa.

🔗

Repara como tudo se conecta: o objetivo de Vendas só rende se o seu trackeamento (módulo 3) estiver redondo, e ele vai buscar gente parecida com os seus públicos (módulo 4). Tráfego não é caixinha solta, é uma engrenagem.

O erro clássico, que eu vejo todo dia: a pessoa quer venda, mas escolhe Tráfego ou Engajamento porque "é mais barato" ou "dá mais movimento". Dá movimento mesmo, de gente que nunca vai comprar. Sai barato e custa caro. Escolhe o objetivo pelo resultado que você quer no fim, não pelo número bonito no meio.

O que ninguém te explica

Cada objetivo tem um preço diferente no leilão

Aqui vai uma sacada que muda como você escolhe: nem todo objetivo custa a mesma coisa. Você não paga "por objetivo" direto, paga por aparecer (o CPM, custo por mil impressões). Mas o custo por resultado muda muito, e tem uma escada clara: quanto mais perto do dinheiro, mais caro.

⚖️

Por que isso acontece (o leilão): a Meta estima a chance de você conseguir aquela ação e cobra com base nisso. Uma compra é uma ação rara e disputada (todo mundo quer quem tem cara de comprador), então sai mais cara que um clique ou uma impressão. Por isso campanha de conversão tem CPM mais alto que campanha de alcance ou tráfego. É a Meta oficial: o leilão é dinâmico, ela não tem tabela fixa.

Olha a escada, do objetivo mais barato ao mais caro, com faixas reais do Brasil:

Reconhecimento / Alcance+ barato

Você paga por mil impressões (CPM). No Brasil, em torno de R$ 8 a R$ 35. Você só paga pra aparecer, não por ação nenhuma.

Tráfegobarato

Você paga por clique (CPC). Em torno de R$ 0,80 a R$ 2,50. Barato, mas lembra: clique não é cliente.

Engajamentomédio

Custo por engajamento costuma ser baixo. Curtida, comentário e visualização saem em conta, porque são ações fáceis.

Cadastros (Leads)sobe

Você paga por lead (CPL). Em torno de R$ 3 a R$ 15. Sobe, porque agora é um contato real, não só um clique.

Vendas / Compras+ caro

Você paga por conversão (CPA). Em torno de R$ 20 a R$ 40. O mais caro de todos, porque a compra é a ação mais rara e mais valiosa.

Compras é o objetivo mais caro. Também é o mais valioso.
Preço alto no resultado certo é investimento. Preço baixo no resultado errado é prejuízo.
💡

É por isso que eu te puxo pro high ticket. Um CPA de R$ 40 mata quem vende um logo a R$ 97, mas é uma pechincha pra quem fecha um projeto de R$ 3.000. CPM ou CPA alto não é problema se o seu retorno (ROAS) fecha. O que importa nunca é o custo isolado, é quanto custa o resultado contra quanto ele vale pra você.

⚠️

Leia esses números como ordem de grandeza, não preço de tabela. Eles variam MUITO por nicho (advogado e dentista pagam mais caro o clique), por época (Black Friday e fim de ano disparam o CPM) e pela qualidade do seu criativo. São médias de relatórios de benchmark com dados reais, não um preço que a Meta cobra fixo.

Fontes dos benchmarks: Trafius (Brasil, R$) e WordStream (global). O mecanismo do leilão é documentado pela própria Meta.

A melhor notícia pra você

O leilão não é "quem paga mais ganha"

Assusta no começo e depois vira o maior alívio: no leilão da Meta, nem sempre ganha quem tem mais dinheiro. Ganha quem tem o maior valor total, e ele é feito de três ingredientes, não só do seu lance:

Lance (sua verba)+ Taxa de ação estimada+ Qualidade do anúncio= Valor total

O anúncio com o maior valor total vence e aparece. Repara que o lance é só um terço da conta. Os outros dois você melhora com público e criativo, não com dinheiro:

Lance (a verba)

Quanto você topa pagar por aquele resultado. Importa, claro, mas sozinho não ganha o leilão.

Taxa de ação estimada

A previsão da Meta de quão provável é a pessoa fazer o que você quer (clicar, virar lead, comprar). Público certo e oferta certa sobem isso.

Qualidade do anúncio

Medida pelo que as pessoas fazem com o seu anúncio: param, curtem e clicam (sobe) ou ignoram, escondem e denunciam (desce). É aqui que o CTR e o criativo pesam forte.

Por isso o anúncio bom paga menos pelo mesmo lugar

Imagina dois concorrentes disputando exatamente o mesmo espaço:

Anúncio ruim

Lance de R$ 100

CTR baixo, a galera rola direto ou esconde. Taxa de ação e qualidade lá embaixo.

Valor total: baixo, mesmo pagando caro.

Anúncio bom

Lance de R$ 50

CTR alto, a galera para, curte e clica. Taxa de ação e qualidade lá em cima.

Valor total: igual ou maior, pagando metade.

Os dois empatam (e muitas vezes o bom até ganha) com o anúncio bom pagando metade. A Meta faz isso de propósito: ela quer manter o usuário feliz, então premia quem faz anúncio que as pessoas gostam. Anúncio bom é desconto no leilão.

Não ganha quem paga mais. Ganha quem entrega mais valor.
Criativo bom e CTR alto fazem você pagar menos pelo mesmo resultado.
💡

É por isso que jogar dinheiro não resolve. Um anúncio ruim com o dobro da verba continua caro, porque o problema não é o lance, é a qualidade. Antes de aumentar o orçamento, melhora o criativo e a oferta. Esse é o segredo de quem paga barato, e a gente vai fundo nisso no módulo de anúncios e criativos.

🔎

Detalhe que pouca gente sabe: você ainda paga só o mínimo necessário pra superar o segundo colocado, não o seu lance cheio. O leilão te protege de pagar mais do que precisa.

Fonte oficial: Central de Ajuda da Meta, sobre os leilões de anúncios.

Mão na massa

Criando a campanha: função por função

Objetivo escolhido, a Meta te joga na tela de configuração da campanha. Parece muita coisa, mas é tranquilo. Olha o mapa do que aparece:

Tela de criação da campanha

A tela da campanha: Nome, Detalhes, Orçamento e Categorias especiais no menu lateral. À direita, a pontuação e o Advantage+.

Vamos função por função, o que é e quando mexer:

Nome da campanha

O nome que identifica a campanha na sua conta. O botão "Criar modelo" salva essa estrutura pra você reaproveitar depois.

Quando mexer: sempre. Use nomenclatura, tipo vendas-logo-maio. Conta organizada é conta que escala.

Anúncio em vídeo ao vivo

Ajusta a campanha pra promover uma transmissão ao vivo (live).

Quando mexer: só se você vai anunciar uma live. Senão, deixa desativado.

Tipo de compra: Leilão

Como você compra o espaço. Leilão é o padrão: você concorre e paga pelo resultado, com toda a flexibilidade. (O outro tipo, Reserva, é pra grandes marcas que querem alcance previsível e pagam mais caro por isso.)

Quando mexer: deixa em Leilão. Vale pra 99% de vocês.

Objetivo da campanha

É o que a gente destrinchou lá em cima. O volante.

Quando mexer: na criação. Depois de publicada, não dá pra trocar o objetivo, tem que criar outra.

Limite de gastos da campanha (opcional)

Um teto total que a campanha nunca ultrapassa, independente do orçamento diário. Tipo um freio de emergência.

Quando mexer: quando quer dormir tranquilo sabendo que aquela campanha não vai passar de X no total.

Detalhes da campanha

Detalhes da campanha: tipo de compra (Leilão), objetivo (Vendas) e o limite de gastos opcional.

As opções Advantage+ da campanha

A Meta foi colocando "Advantage+" em tudo. No nível da campanha você vê duas:

Campanha de vendas Advantage+

A campanha automatizada da Meta: ela assume boa parte das decisões de público, posicionamento e otimização. Você dá menos cliques, a IA faz mais.

Quando usar: contas com bom histórico de vendas e trackeamento redondo, ela costuma ir muito bem. Pra começar do zero, às vezes a campanha manual dá mais controle pra você aprender e testar.

Anúncios de catálogo Advantage+

Mostra automaticamente os produtos do seu catálogo pra cada pessoa, no formato que mais engaja.

Quando usar: e-commerce com catálogo de produtos. Pra quem vende serviço, pode pular.

Anúncios de catálogo Advantage+

Catálogo Advantage+: só faz sentido se você tem catálogo. Serviço não usa.

O coração da campanha

Orçamento: campanha ou conjunto?

Aqui mora a decisão que mais confunde gente, e que você vai sair dominando. A Meta te deixa colocar o orçamento em dois lugares, e cada um serve pra uma coisa.

Estratégia de orçamento, campanha x conjunto

A escolha: "Orçamento da campanha" (a Meta distribui) ou "Orçamento do conjunto de anúncios" (você controla cada um).

Orçamento da campanha

= Escala

Também chamado de orçamento Advantage (o antigo CBO). Você põe UM orçamento na campanha e a Meta distribui sozinha entre os conjuntos, mandando mais dinheiro pra quem está performando melhor.

Quando usar: pra ESCALAR. Já validou o que funciona e quer a Meta otimizando a distribuição. Menos trabalho, mais automação.

Orçamento do conjunto

= Controle

O antigo ABO. Você define um orçamento pra cada conjunto de anúncios na mão. Cada público recebe exatamente o que você mandou, ninguém rouba a verba do outro.

Quando usar: pra CONTROLAR e TESTAR. Quer que cada público tenha a mesma chance, sem a Meta decidir por você. Ideal no começo.

Orçamento na campanha é escala. No conjunto é controle.
Testa no conjunto pra descobrir o vencedor. Escala na campanha quando achou.

Diário ou vitalício?

Ainda no orçamento, a Meta pergunta se é por dia ou pro período todo:

Orçamento diário

Você define quanto gastar por dia (na média). A Meta pode gastar um pouco mais num dia bom e menos num fraco, mas equilibra na semana.

Quando usar: o padrão pra campanhas que ficam rodando (perpétuas). É o que quase todo mundo usa.

Orçamento vitalício

Você define um valor total pro período inteiro (ex.: R$ 1.000 em 10 dias) e a Meta distribui. Só ele libera a programação por horário.

Quando usar: campanha com data pra começar e acabar, ou que só deve rodar em certos horários.

Estratégia de lances (como a Meta gasta)

É como a Meta decide quanto pagar em cada leilão. Função por função:

Maior volume (ou maior valor)padrão

A Meta gasta todo o orçamento buscando o máximo de resultados (ou o máximo de valor de compra). Sem amarras de custo.

Quando usar: começando, ou quando você ainda não tem uma meta de custo. É o ponto de partida da maioria.

Meta de custo por resultado

Você diz quanto quer pagar por resultado (ex.: R$ 15 por lead) e a Meta tenta manter perto disso.

Quando usar: quando já conhece o seu custo-alvo e quer previsibilidade.

ROAS mínimo

Você define o retorno mínimo que aceita (ex.: pra cada R$ 1, quero R$ 3 de volta).

Quando usar: e-commerce com valor de compra bem trackeado. Avançado.

Lance máximo

Um teto de quanto a Meta pode dar de lance em cada leilão.

Quando usar: controle fino, pra quem já manja. Começando, nem encosta.

💡

Tem ainda a Programação do orçamento: com orçamento vitalício, você liga e desliga a campanha em horários específicos. Útil pra quem só vende em certas horas (uma pizzaria não precisa anunciar às 4 da manhã).

Não tome bloqueio à toa

Categorias de anúncio especiais

Essa é a parte que parece chata mas pode salvar (ou afundar) a sua conta. A Meta exige que você declare se o seu anúncio é de um tema sensível, porque a lei restringe a segmentação nesses casos (por idade, gênero, localização).

Categorias de anúncio especiais

O campo: "Declarar categoria se aplicável". Fica em todas as campanhas.

Lista de categorias especiais

As 4 categorias: financeiro, emprego, moradia e temas sociais/política.

Produtos e serviços financeiros

Anúncios de cartão de crédito, financiamento de longo prazo, conta, investimento, seguro.

Emprego

Ofertas de vaga, estágio, programas de certificação profissional.

Moradia

Imóveis, classificados, financiamento habitacional, seguro residencial.

Temas sociais, eleições ou política

Anúncios sobre temas sociais (economia, direitos civis), eleições ou campanhas políticas.

⚠️

A regra: se o seu anúncio se encaixa, você é OBRIGADO a declarar (não declarar pode dar rejeição e até punição na conta). Se NÃO se encaixa (o caso da maioria dos designers), deixa em branco. E não declare por declarar: marcar uma categoria sem precisar restringe a sua segmentação à toa. Na dúvida, a maioria de vocês não marca nada.

Dois detalhes pra fechar

Segmentos de público e a pontuação

Mais duas coisas que aparecem e deixam gente confusa:

Relatórios de segmentos de público

Relatórios de segmentos de público: serve pra ver, depois, qual fatia do público (clientes, engajados) trouxe resultado.

Relatórios de segmentos de público: não muda quem é alcançado, é só pra RELATÓRIO. Você marca alguns públicos seus (clientes, engajados) e depois consegue ver, no resultado, quanto cada fatia rendeu. Bom pra entender de onde veio a venda, principalmente nas campanhas Advantage+.

Pontuação da campanha: aquela notinha (tipo 100) que a Meta te dá dizendo se você seguiu as "configurações recomendadas". É um guia, não uma nota de prova. Não se obceque por chegar a 100: às vezes a configuração que VOCÊ quer (pra testar ou controlar) baixa a nota e tá tudo bem. A Meta recomenda o que é bom pra ela também.

Pra você que tá começando

A primeira campanha de um designer

Conta nova, primeira campanha. Pra não travar na decisão, esse é o caminho que eu mandaria você seguir:

A receita inicial

Objetivo: Cadastros (Leads). É o mais direto pra quem vende serviço e quer conversar pra fechar. Se você já tem site e trackeamento bom, pode ir de Vendas.

Orçamento: no CONJUNTO (controle), não na campanha. No começo você quer testar públicos com a mesma chance, não deixar a Meta decidir. Quando achar o vencedor, aí migra pra orçamento de campanha e escala.

Tipo de compra: Leilão. Estratégia de lances: maior volume. Categorias especiais: provavelmente nenhuma.

E não pira tentando deixar a pontuação em 100. Publica, deixa a Meta aprender alguns dias e depois otimiza com calma.

Hora de pensar como estrategista

Laboratório de estratégia: 15 desafios

Igual no módulo de públicos: aqui você treina a decisão. Lê o desafio, pensa na SUA resposta de verdade, e só depois abre o "como eu penso". Campanha é decisão, e decisão se treina.
1
ObjetivoVocê é designer e quer que as pessoas te chamem pra fazer orçamento. Qual objetivo?
Como eu pensoDepende de COMO você quer ser chamado. Se é pra cair no seu WhatsApp (o caminho da maioria de vocês), o objetivo costuma ser Engajamento ou Vendas por mensagens, e o destino WhatsApp você aponta lá no conjunto. Se é pra captar o contato num formulário, é Cadastros (Leads). Os dois levam ao orçamento: o segredo é escolher o objetivo pela ação certa.
2
O erro clássicoUm cliente diz: "usa Tráfego que é mais barato e leva mais gente pro meu site de vendas". O que você responde?
Como eu pensoQue leva gente, sim, mas a errada. Tráfego otimiza por clique, não por compra. Se o objetivo é vender, é Vendas. Sai barato no clique e custa caro no resultado.
3
OrçamentoVocê tem 4 públicos novos pra testar e quer que cada um tenha a mesma chance. Orçamento na campanha ou no conjunto?
Como eu pensoNo conjunto (controle). Assim cada público recebe o mesmo valor e você compara de verdade. Na campanha, a Meta jogaria a verba toda no que ela acha melhor cedo demais.
4
OrçamentoVocê já descobriu os 2 públicos que vendem e quer crescer o resultado. E agora?
Como eu pensoHora de migrar pra orçamento na campanha (escala). Validou, agora deixa a Meta distribuir e otimizar pra você ganhar volume.
5
Vendas x trackeamentoConta nova, sem pixel configurado, e a pessoa quer rodar campanha de Vendas. Vai dar certo?
Como eu pensoMal. Vendas precisa de trackeamento pra a Meta enxergar a conversão e otimizar. Sem pixel, ela fica cega. Primeiro o trackeamento, depois Vendas, ou começa por Leads.
6
Categorias especiaisVocê é designer e vai anunciar um pacote de identidade visual. Marca alguma categoria especial?
Como eu pensoNenhuma. Design não é financeiro, emprego, moradia nem política. Marcar por marcar só restringe sua segmentação à toa. Deixa em branco.
7
Categorias especiaisAgora você pega um cliente que é uma imobiliária anunciando apartamentos. E aí?
Como eu pensoAgora SIM: categoria Moradia, obrigatório declarar. Não declarar pode dar rejeição e dor de cabeça na conta. A lei limita a segmentação nesses temas.
8
EngajamentoAlguém quer "viralizar e aparecer", então escolhe Engajamento esperando que isso vire venda. Concorda?
Como eu pensoNão. Engajamento traz quem curte e comenta, não quem compra. Vira prova social e aquecimento, ótimo pra isso. Mas venda é com objetivo de venda. Cada um no seu quadrado.
9
Diário x vitalícioUma promoção de Black Friday que roda só de sexta a domingo, com horário pra ligar e desligar. Qual orçamento?
Como eu pensoVitalício. Só ele tem data de início e fim e libera a programação por horário. Diário é pra campanha que fica rodando sem prazo.
10
Limite de gastosVocê tem medo da campanha "fugir" e gastar demais no mês. Que recurso te dá segurança?
Como eu pensoO limite de gastos da campanha. É um teto total que ela nunca passa, independente do orçamento diário. Seu freio de emergência pra dormir tranquilo.
11
Estratégia de lancesPrimeira campanha, você não faz ideia do seu custo por lead ainda. Qual estratégia de lances?
Como eu pensoMaior volume, o padrão. Sem amarra de custo, deixa a Meta buscar o máximo de resultados e te mostrar quanto custa. Meta de custo e ROAS são pra depois que você já tem números.
12
Advantage+Conta novinha, sem histórico, e aparece "Campanha de vendas Advantage+". Você liga de cara?
Como eu pensoNão necessariamente. A Advantage+ brilha com histórico e trackeamento bom. No zero, a campanha manual te dá mais controle pra aprender e testar. Conforme a conta amadurece, você experimenta a Advantage+.
13
EstruturaVocê não consegue trocar o objetivo de uma campanha que já publicou. O que isso te ensina?
Como eu pensoQue o objetivo é decisão de nascença. Errou o objetivo, cria outra campanha. Por isso pensa bem antes: o volante você escolhe na largada.
14
PontuaçãoSua configuração baixou a "pontuação da campanha" pra 70, mas é de propósito (você quer controlar o orçamento no conjunto pra testar). Problema?
Como eu pensoProblema nenhum. A pontuação é um guia das recomendações da Meta, não nota de prova. Configuração consciente vale mais que 100 pontos. A Meta recomenda o que é bom pra ela também.
15
O chefão · ligando os módulosCliente designer, ticket alto, quer leads previsíveis todo mês. Pixel instalado e uma lista de clientes. Que campanha você sobe e por quê?
Como eu pensoCampanha de Cadastros (Leads) (ou Vendas, se houver checkout trackeado). Orçamento no conjunto pra testar 2 ou 3 públicos: lookalike da lista de clientes (módulo 4), site e interesses. Estratégia maior volume, Leilão, sem categoria especial. Quando um público se provar, migra pra orçamento de campanha e escala. Tudo conectado: trackeamento alimenta, público mira, campanha decide o objetivo.

Pra não embolar

Glossário rápido

Campanha
O andar de cima. Decide o objetivo: o que você quer que aconteça.
Objetivo
O volante. Diz pro algoritmo que ação otimizar e que pessoa caçar.
Cadastros (Leads)
Objetivo que captura o contato da pessoa. O queridinho de quem vende serviço.
Vendas
Objetivo que otimiza por conversão. Precisa de trackeamento bom.
Orçamento de campanha (Advantage / CBO)
Um orçamento pra campanha toda, a Meta distribui. É escala.
Orçamento do conjunto (ABO)
Um orçamento por conjunto, você controla. É teste e controle.
Tipo de compra
Leilão (o padrão, flexível) ou Reserva (alcance previsível, pra grandes marcas).
Categorias especiais
Declaração obrigatória pra anúncios de crédito, emprego, moradia ou política.
Estratégia de lances
Como a Meta gasta no leilão: maior volume, meta de custo, ROAS mínimo ou lance máximo.
CPM
Custo por mil impressões. Quanto você paga pra aparecer 1.000 vezes. No Brasil, em geral R$ 8 a R$ 35.
CPC
Custo por clique. No Brasil, em geral R$ 0,80 a R$ 2,50.
CPL / CPA
Custo por lead e custo por aquisição (conversão). Lead no Brasil gira R$ 3 a R$ 15; conversão R$ 20 a R$ 40. Quanto mais fundo a ação, mais caro.
ROAS
Retorno sobre o investimento em anúncios. Quanto voltou pra cada real gasto. É o que diz se o custo valeu a pena.
Leilão / Valor total
A Meta combina lance, taxa de ação estimada e qualidade do anúncio num valor total. Quem tem o maior ganha o espaço, não quem paga mais.
Taxa de ação estimada
A previsão da Meta de quão provável é a pessoa fazer a ação que você quer. Sobe com público e oferta certos.

Bora ver se fixou

Perguntas de cenário. Pensa antes de clicar. ;)

1. A campanha decide o quê?

O objetivo. Campanha é o andar de cima. Público é no conjunto, criativo é no anúncio.

2. Você quer que designers te mandem mensagem pra fazer orçamento. Melhor objetivo?

Cadastros (Leads). Você quer o contato pra conversar e fechar. É o objetivo de quem vende serviço.

3. "Orçamento na campanha" serve principalmente pra:

Escalar. Orçamento na campanha = a Meta distribui. Pra testar com controle, é no conjunto.

4. Orçamento no conjunto de anúncios é sinônimo de:

Controle. Cada conjunto recebe o que você mandou. Ideal pra testar públicos sem a Meta favorecer um cedo demais.

5. Campanha de Vendas funciona mal quando falta o quê?

Trackeamento. Sem enxergar a conversão, a Meta fica cega e não otimiza pra venda. Por isso o módulo 3 é a base.

6. Designer anunciando identidade visual. Categoria de anúncio especial?

Nenhuma. Marcar por marcar só restringe sua segmentação. Categoria especial é pra crédito, emprego, moradia e política.

7. "Nunca use ___ esperando vendas."

Tráfego. Ele otimiza por clique, não por compra. Você paga por gente sem intenção de comprar.

Bora conversar

Comentários

M
Marina
Eu rodava tudo no Tráfego achando que era esperto porque o clique era baratinho. Nunca vendia. Agora entendi: era o objetivo errado o tempo todo.
J
João
"Orçamento na campanha é escala, no conjunto é controle" finalmente fez sentido. Eu escalava antes de testar e queimava grana.
B
Bruno Justino Professor
É isso, gente! Testa no conjunto, escala na campanha, e escolhe o objetivo pelo resultado que você quer no FIM. ;)

Os comentários ficam ativos quando o material está no ar, na área de membros. Aí eu respondo um por um.

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