O andar do meio. É aqui que a estratégia vira configuração: pra quem o anúncio aparece, onde ele aparece e pra onde você manda quem clica.
brunojusttino · Tráfego Pago
Começando do começo
No módulo passado você aprendeu que a campanha é o andar de cima, o nível do objetivo. O conjunto de anúncios é o andar do meio, e é onde mora a maior parte das decisões que fazem o seu dinheiro render.
Se a campanha decide o que você quer (vender, gerar lead), o conjunto decide o resto da pergunta: pra quem, onde e pra onde. Ele responde três coisas:
E, dependendo de onde você colocou o orçamento lá no módulo passado, o dinheiro também é decidido aqui. Faz uma analogia comigo:
Se a campanha é o objetivo da viagem ("quero chegar no litoral"), o conjunto é quem entra no carro, por quais ruas você vai e qual o endereço exato. O anúncio (próximo módulo) é o que está pintado na lataria. Os três trabalham juntos.
Um detalhe importante: uma campanha pode ter vários conjuntos. Em geral, a gente cria um conjunto pra cada público que quer testar, e cada conjunto pode ter vários anúncios. Guarda essa hierarquia:

A tela do conjunto. No menu lateral: Conversão, Orçamento e programação, Público e Posicionamentos. É tudo isso que a gente vai destrinchar.
A pergunta que ficou do módulo passado
Lembra que eu falei que o WhatsApp não é objetivo, é destino, e que a gente ia resolver isso aqui? Chegou a hora. No conjunto, o campo Local da conversão é onde você diz pra onde a pessoa vai quando clica. Função por função:
A pessoa vai pro seu site, sua página de vendas ou seu portfólio. A Meta otimiza pela ação que acontece lá (com o pixel trackeando).
Quando usar: você tem site/página e quer lead ou venda acontecendo nele.
A pessoa clica em "Enviar mensagem" e cai direto numa conversa com você, no WhatsApp, Messenger ou Direct do Instagram. É o famoso "click to WhatsApp".
Quando usar: você fecha no particular, na conversa. O caminho preferido de quem vende serviço.
A pessoa é levada a instalar ou agir dentro de um app seu.
Quando usar: só se você tem um aplicativo.
A pessoa clica e liga direto pra você.
Quando usar: negócios de atendimento rápido por telefone.
Pra mandar pro WhatsApp na prática: objetivo de Engajamento, Vendas ou Leads lá na campanha, e aqui no conjunto você escolhe Local da conversão: Aplicativos de mensagens e marca o WhatsApp. Pronto, seu anúncio ganha o botão que cai na conversa. A Meta otimiza por quem realmente inicia conversa.
Pra Meta não trabalhar no escuro
Escolhido o destino, você diz pra Meta qual ação exatamente ela deve perseguir. É aqui que o trackeamento (módulo 3) encontra a campanha (módulo 5). Os campos principais:

A seção de conversão: local da conversão, meta de desempenho, conjunto de dados (Pixel) e evento de conversão.
O que a Meta vai maximizar: número de conversões, valor da conversão, cliques... Em geral, "maximizar o número de conversões".
Qual Pixel ou dataset a Meta vai escutar. É o seu trackeamento do módulo 3 aparecendo aqui.
A ação que você quer que aconteça: Comprar, Lead, Contato... A Meta vai caçar gente parecida com quem faz ESSA ação. Escolher errado é otimizar pro lugar errado.
Quando mexer: sempre. Pra serviço, costuma ser Lead ou Contato; pra venda, Comprar.
Se você escolhe o evento "Comprar" mas o seu site não dispara esse evento (trackeamento ruim), a Meta fica cega e otimiza no chute. Por isso o módulo 3 é a fundação: sem evento chegando, a melhor campanha do mundo patina.
Quem leva o crédito
Essa confunde muita gente e é simples. A janela de atribuição é o prazo que a Meta usa pra dizer "essa conversão aconteceu por causa do meu anúncio". O padrão hoje é clique de 7 dias e visualização de 1 dia:

O padrão: clique de 7 dias, visualização de 1 dia.
Clique de 7 dias: a pessoa clicou no anúncio e converteu em até 7 dias. Conta.
Visualização de 1 dia: a pessoa só viu (nem clicou) e converteu em 1 dia. Também conta.
Por que isso importa? Porque a janela muda o número de vendas que aparece no relatório. Uma janela maior "captura" mais conversões (e infla os números), uma menor é mais conservadora. O importante é comparar sempre com a mesma janela, senão você compara banana com maçã.
O coração do conjunto
Aqui é onde tudo do módulo 4 vira botão. E mudou bastante: hoje o público trabalha junto com o Advantage+, e ele se divide em duas partes que você precisa entender pra não se perder.

O público com Advantage+: em cima os "Controles" (a cerca), embaixo o "Sugira um público" (os sinais).
Localização, idade mínima, idioma. O que você bota aqui é regra dura: a Meta NÃO alcança ninguém fora disso, nem com o Advantage+ ligado.
Use pra: o que é inegociável. Ex: só Brasil, só maiores de 18.
Públicos personalizados, interesses, direcionamento detalhado. Aqui é sugestão: a Meta pode ir além quando achar que melhora o resultado.
Use pra: dar pistas de quem é seu cliente, sem amarrar.
Lembra do módulo 4, quando eu disse que o "direcionamento detalhado virou um sinal, não uma cerca"? É literalmente isto: o que é cerca fica em Controles, o que é sinal fica em Sugira um público. Agora você entende por que aquilo mudou.
Tem ainda o público salvo: se você montou uma combinação que vai reusar, salva ela aqui pra não remontar toda vez. E dá pra incluir os públicos personalizados e lookalikes que você criou lá no módulo 4.
Não pague duas vezes pela mesma pessoa
Um campo que parece detalhe e economiza muito dinheiro. A Meta te pergunta se você quer conquistar gente nova ou falar com todo mundo:

"Conquiste novos clientes" exclui automaticamente quem já comprou, e ainda deixa você excluir outras listas.
Exclui automaticamente seus clientes atuais. O custo por resultado pode subir um pouco, mas você não paga de novo por quem já é seu.
Use pra: campanhas de captação, atrair gente nova.
Não exclui ninguém. Custo por resultado tende a ser menor, mas pode gastar com quem já compraria de qualquer jeito.
Use pra: quando recomprar faz sentido (consumo recorrente).
Pra quem vende serviço high ticket, quase sempre você quer novos clientes e excluir quem já fechou. Não faz sentido pagar pra anunciar um logo pra quem você acabou de entregar um.
Onde o anúncio aparece
Posicionamento é onde o seu anúncio é exibido: feed do Instagram, stories, reels, feed do Facebook, Messenger, Audience Network, Threads. E a grande decisão aqui é uma só: automático ou manual?

Advantage+ (automático): a Meta espalha nos lugares onde a pessoa tem mais chance de responder.

Plataformas: Facebook, Instagram, Audience Network, Messenger e Threads, mais brand safety.
A Meta testa todos os lugares e joga seu dinheiro onde rende mais barato. Mais alcance, menor custo, menos trabalho.
Use pra: 90% dos casos, e sempre que estiver começando.
Você liga e desliga posicionamentos específicos (ex: só stories e reels). Dá controle, mas costuma encarecer porque limita a Meta.
Use pra: quando você tem um motivo claro (ex: criativo que só funciona vertical).
O erro comum do iniciante é desligar posicionamentos "porque não gosta do Audience Network" ou "porque acha o feed do Face feio". Isso amarra a Meta e encarece tudo. Comece no automático e só mexa quando tiver dado pra justificar.
Onde o dinheiro pode aparecer
Lembra do módulo passado: se você botou o orçamento na campanha (escala), aqui no conjunto ele não aparece, vem distribuído de cima. Se você botou no conjunto (controle), é aqui que você define o valor de cada um.

Programação: data de início e (opcional) de término. E dá pra colocar um limite de gastos só pra esse conjunto.
Pra não deixar passar
Mais algumas coisas que a Meta mostra no conjunto e costumam gerar dúvida:
Mão na massa
Juntando tudo, esse é o conjunto que eu montaria pra um designer captando lead pelo WhatsApp:
Destino: Aplicativos de mensagens, WhatsApp (ou Site, se você capta por formulário no site).
Evento / otimização: conversas iniciadas (ou Lead, se for no site). Com o pixel certo escutando.
Público: nos Controles, Brasil e idade que faz sentido (ex: 25+). No Sugira um público, um lookalike dos seus clientes ou interesses de quem contrata design, deixando o Advantage+ ajudar.
Ciclo de vida: conquistar novos clientes, excluindo quem já fechou.
Posicionamento: Advantage+ (automático). Não desliga nada no começo.
Orçamento: se for testar vários públicos, um conjunto por público (controle). Senão, deixa na campanha.
Hora de pensar como estrategista
Pra não embolar
Perguntas de cenário. Pensa antes de clicar. ;)
1. O conjunto de anúncios decide principalmente:
Público, posicionamento e destino. O objetivo é na campanha; o criativo é no anúncio.
2. Pra mandar a pessoa pro seu WhatsApp, onde você configura?
No conjunto. WhatsApp é destino (local da conversão), não objetivo. Aí ele vira o botão Enviar mensagem.
3. Você bota "só Brasil, 25+" nos Controles. A Meta pode ir além disso?
Não. Controles é regra dura. Quem ela pode extrapolar é o "Sugira um público".
4. Começando do zero, o posicionamento ideal é:
Advantage+. A Meta acha o lugar mais barato e eficiente. Limitar na mão sem dado só encarece.
5. Você quer testar 3 públicos e saber qual vende. O melhor é:
Um conjunto por público. Aí você compara de verdade e controla a verba de cada um.
6. Evento de conversão "Comprar" sem o pixel disparar Purchase. Resultado?
Otimiza às cegas. Sem o evento chegando, ela não sabe quem comprou. Trackeamento é a base.
7. Campanha de captação. O que você faz com quem já é cliente?
Exclui. Não faz sentido pagar pra alcançar de novo quem você acabou de atender.
Bora conversar
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